Um blog sem nenhum objectivo em concreto. Apenas descontrair... espera aí, sendo assim já tem objectivo!!
Yes!! (blog de humor (ou não) e reflexão)

Quinta-feira, Março 05, 2009

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Noticia do jornal SOL

"Arcebisbo brasileiro exige excomunhão de familiares de vítima de violação

Um arcebispo brasileiro pediu a excomunhão dos familiares de uma menina de nove anos que realizou um aborto após ter sido violada, bem como a excomunhão dos médicos e enfermeiros envolvidos no acto. A decisão está a chocar e a dividir os brasileiros."

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Internacional/Interior.aspx?content_id=128021

Epá, é que nem vou comentar... cum caneco.

Domingo, Fevereiro 08, 2009

mIRC

No princípio era o mIRC.
Lembram-se? Aquele programa que nos iniciou na conversação online com os amigos. A espera pelo metralhar do modem de 56k, para aceder à internet. O desespero quando a net caía quando alguém se lembrava de telefonar lá para casa, ou quando inadvertidamente levantavam o auscultador do telefone, ou carregavam no botão de chamada do mesmo. Logo no momento em que a conversa online principiava a se tornar interessante.
Lembro-me dos códigos complicados que tinham que ser introduzidos para fazermos login no servidor, oninet se me recordo. E os canais engraçados a que íamos: o #mercado-negrao da malta, o #espr da secundária, o #enrolados_na_onda do querido.... depois aqueles mais generalistas estilo #faro ou #portugal, onde éramos assediados e interpelávamos com uns "olá", "m ou f", "dd tc?" e afins. 
É dessa época a génese de alguns nicks, como turneira, bedwir, disident, yoplei, beauty, kbluea..
Havia quem tivesse umas variantes do programa, como o Scoop brasileiro, com frases românticas e dizeres filosóficos integrados (eu usava, mas porque facilitava o login =).
Depois veio o messenger da MS, mais sofisticado, com evoluções sucessivas de design, conteúdos e funções. Os jogos de Damas.. Mas mais privado.
Isto tudo a propósito de uma nova funcionalidade do messenger 9: os grupos!! A barra lateral com o nome das pessoas. Já existia a funcionalidade de convite para a conversação, mas é mais confortável ter os convites já feitos.
Boa ideia!

Domingo, Outubro 05, 2008

20 Mil Tréguas de Gabardina, por J. Verne


Ora bamos lá a ver! Já há algum tempo que ameaçava derramar umas linhas sobre energia! Mas para tal ainda me faltava a dita! Agora, que já a tenho, uma vez que o ano lectivo já começou e já não há tantas saídas com a malta, tudo vale para menos fazer aquilo que mais se deve... Falo de ajudar velhotas a atravessar a passadeira, óbvio!
Assim, visto que o Tema até me é querido, e está tão em voga devido à escalada do valor de transacção do ouro negro (toblerone preto), e estando eu longe de ser perito na matéria, opinarei dentro do pouco que sei.

Petróleo! Energia fóssil, muito básica e rudimentar, extraída através da combustão dos diversos hidrocarbonetos que o constituem, gerando calor e explosão, que poderão dar cinética a geradores eléctricos e a sistemas mecânicos. A energia mundial passou da ancestral madeira e afins, para o carvão durante a revolução industrial, até ao momento em que os cowboys atiraram uma beata para a poça de petróleo que apareceu enquanto procuravam ouro! E fez-se luz. Negra! Criaram e mantiveram uma sociedade que sem o crude, paralisa e colapsa, dada a profunda dependência do mesmo! Se o petróleo, por artes mágicas desaparecesse de um momento para o outro, não duvido que muito menos de 5% da população mundial poderia continuar a manter o estilo de vida que hoje tem! Os prairie doggys texanos (cães da pradaria) souberam bem como desenhar o esquema que lhes permite governar o mundo a seu bel prazer. Ao pé deles, a narcoprodução e tráfico é para meninos! Até dá jeito, pois desvia alguma da atenção dos governos, media e povos por eles governados. Não me admirava que houvessem petrodólares a subsidiar a produção de folha de coca na Colômbia...
Mas a culpa não é só dos que enganam... Todos nós , que sabemos, ou no mínimo, suspeitamos de tais ardilosos esquemas, e por ventura até temos alguma poder decisor, não agimos, ou porque estamos de braços atados porque somos marionetas, ou porque feijões recebemos debaixo da cabeceira, e a rebuçados com açúcar nos corrompemos, temos uma quota maioral da culpa..que não morre viúva!

Alternativas! Quais? Sabemos que a tecnologia e as blueprints (projectos) existem! Mas que há anos são abafadas pelos garimpeiros de Wall Street e afins! Mas felizmente, estamos a entrar noutra época! Começa a haver mais publicidade das ditas energias renováveis, motivada mais uma vez pelo histerismo gerado pela cíclica e criminosa subida de cotação do crude no mercado global. Felizmente, estamos num ponto de viragem, em que as fundações pantanosas de todo o sistema que suporta e possibilita o sistema especulativo que, sabemos lá como, continua a gerar dinheiro enquanto o mafarrico esfrega o olho, e faz brotar cabanas nas requintadas Côte d'Azur, Mónaco e afins, se encontra a implodir... pior, a colapsar, pois não há controlo! Sim, falo da falência de poderosas empresas americanas que foram, agora sem eufemismos de "injecções de capital estatal", simplesmente nacionalizadas.

Renováveis! Prefiro chamar-lhes inesgotáveis, ou eternas, uma vez que sempre existirão enquanto o Sol (o nosso luminoso e vizinho astro) permaneça a se portar como um digno reactor de fusão nuclear, que transforma o básico hélio (primo do lúcio) consecutiva e promiscuamente nos restantes figurantes da tabela periódica. Já há algum tempo que a comunidade científica deseja reproduzir o fenómeno solar para produção de energia no nosso planeta, havendo um projecto multinacional que estima que o primeiro reactor de fusão nuclear esteja a funcionar lá para 2030. Já faltou mais... Mas até lá? Já li, que mesmo que desatássemos a construir freneticamente centrais nucleares, que são aquelas que menor impacto ambiental têm, a produção de energia não seria suficiente para suprir as necessidades energéticas mundiais! Falando, obviamente do livre acesso a energia de todo e qualquer habitante do planeta.

Qual o caminho? Li há pouco tempo um livro escrito por um guru (que palavra fascinante, significa perito, autoridade, grande mestre, Yoda..) que versava (no caso, prosava..estou imparável!) sobre a energia do futuro, e dizia que a mesma passava pela nanotecnologia. Extrapolava até para algo a que chamou Nanoenergia, mas não definiu nem concretizou o que esta era. Sim, penso que a nanotecnologia possa impulsionar a produção de energia, uma vez que poderá tornar o cidadão energeticamente independente, através da miniaturização de transdutores (conversores que transformam um tipo de energia noutra) e de geradores eléctricos. Quem não sonha em não ter de pagar no fim do mês factura à empresa fornecedora de energia? Como produzir energia para consumo próprio? Disponíveis de imediato, temos a energia eólica, solar, hídrica, geotérmica, geotérmica e a nuclear.. se se lembrarem de mais, acrescentem!

A tecnologia actual ainda peca pelo custo elevado de instalação e de manutenção das centrais de energia inesgotável, pois ainda não se encontram massificadas, bem como pelo rendimento ainda longe dos ideais 100%, em que toda a energia captada é aproveitada sem qualquer tipo de perdas por dissipação e afins... Todavia, o rendimento que têm já é suficiente para garantir a sua viabilidade económica, já nos podendo garantir auto-suficiência energética, e até lucrar com o excedente que eventualmente possamos produzir! Sim, já existem pessoas que, em vez de pagarem factura à companhia energética, recebem um montante consoante a energia que dispensem para a rede de distribuição nacional. Apressem-se, que por enquanto ainda existem incentivos fiscais para tal, Quioto e Quotas do Carbono obliges... Imaginem, tinham o telhado revestido por placas térmicas e fotovoltaicas, para aquecimento e produção de electricidade, um gerador eólico, distante q.b. da habitação para não perturbar a quietude da sua envolvência, uma turbina de baixo caudal no riacho que corre no fundo da propriedade... e receber dinheiro por tudo isto! Ah, não esquecer umas baterias condensadoras de alta intensidade e densidade energéticas nas caves, para garantir o suprimento energético constante!

Energia eólica! Sempre gostei de moinhos, desde criança, todas aquelas histórias de cavaleiros de tristes figuras e seus fiéis escudeiros e formosas donzelas, toda a mística das velas enfunadas que trituram os cereais que o moleiro recebe das terras que o circundam, do pão, que nem sempre foi de todos.. e que ainda não o é. Mas os geradores eólicos... Ao longe, ainda poderão ter alguma da essência dos ancestrais moinhos, mas ao perto deixam muito a desejar! Rasgam novos corta fogos para o cimo dos montes, que ficam literalmente desertificados, com índices de ruído elevadíssimos e de fauna reduzidíssimos. Já para não falar no incómodo do seu transporte especial, que necessita de escolta especial até irem para o alto da montanha. Todavia, é capaz de ser o tipo de energia renovável mais rentável!
Onde haviam árvores, existem agora geradores eólicos.. e já há planos de os plantar no mar!

Energia Solar! Aproveitada para produção de energia térmica e eléctrica, através de painéis colectores de radiação fotovoltaicos e acumuladores térmicos. Se todos os telhados do país fossem revestidos por estes painéis, decerto que poderíamos dispensar as nossas centrais de combustão de hidrocarbonetos, com os benefícios que tal traria a nível económico e ambiental. O rendimento dos painéis fotovoltaicos ainda está longe dos 100%, continuando a investigação da combinação ideal de compostos de revestimento dos mesmos. Há também uma quebra de rendimento acentuada com o depositar de uma fina camada de sujidade nos paineís, necessitando os mesmos de constante limpeza e manutenção. A energia solar, tem todo o potencial para ser pessoal e intrasmissível, como aqueles chapéus dos "cámones" com ventoinhas accionadas por mini painéis, ou tshirts com carregadores de telemóvel.. Será a nível da formulação de compostos receptores e da miniaturização dos painéis que a nanotecnologia terá um papel fundamental! Parques solares como o da Amareleja, deverão sempre ser muito bem pensados, pois o impacto ambiental provocado pela sua implantação não é suave, contribuindo para a desertificação da área, desfigurando a paisagem... Este tipo de parque, deveria ser instalado em desertos, não criar desertos para os instalar! E mesmo assim, continua a ser pouco estético! Há tanto telhado de barro no nosso país... Onde havia pasto e montado (zona de sobreiros, o chaparro), existem painéis fotovoltaicos.

Energia hídrica! Confesso que não sou grande adepto de barragens, uma vez que estas têm um profundo impacto na fauna e flora autóctones, modelando drasticamente a paisagem, com a criação de abismais albufeiras e afins. Acho que a construção de barragens somente poderá ser justificada pela necessidade de suprir o fornecimento de água para agricultura e para consumo doméstico da população. Sim, porque ainda vive gente neste país que ainda não tem água canalizada, e às vezes nem potável. Só assim, admito que se construam barragens no nosso planeta! Não temos o direito de desfigurar e alterar os leitos fluviais. As consequências são letais para o equilíbrio do ecossistema, prejudicando sempre, em última análise, e no topo da cadeia, o Homem! Já os geradores de baixo caudal, têm um impacto ecológico mais reduzido, e se a sua instalação fosse massificada, poderia haver uma produção de electricidade muito superior aquela fornecida pelas turbinas das grandes barragens. Um pequeno aldeamento ribeirinho poderia aproveitar a energia produzida pelos tais pequenos geradores de baixo caudal, que seriam sua propriedade e responsabilidade, por aquisição dos mesmos por uma associação de moradores, condomínio, junta de freguesia ou município... Energia das ondas, a nova coqueluche das energias inesgotáveis portuguesas. Já a funcionar intermitentemente, o primeiro parque marítimo gerador de electricidade em alto mar ao largo da Póvoa do Varzim. Ideia sem dúvida promissora e de louvar, mas com custos de instalação e manutenção exorbitantes, não havendo ainda provado a sua "viabilidade financeira"...

Energia geotérmica! Também muito interessante e caprichosa, uma vez que necessita de condições de operação muito específicas, que são fornecidas apenas pelas ilhotas do arquipélago dos Açores. Consiste em captar o calor emanado do solo vulcânico, e canalizá-lo para um gerador eléctrico.

Esta foi uma breve resenha da tecnologia actualmente disponível e comercializada, havendo milhentas outras em desenvolvimento, como o aproveitamento de algas mortas para produção de energia, etc...

Criatividade
é-nos exigida, se queremos que a população global tenha sempre acesso, a baixo custo e nas quantidades que necessitar, de energia eléctrica. Só assim, a Educação, a Informação e o Progresso poderão catapultar a nossa civilização para um novo paradigma Científico, Tecnológico, Artístico...enfim, Humano!

Abraço!

PS- rascunhado durante a audição de umas apresentações em francês
PPS- o Nuclear será o próximo episódio =)

Quinta-feira, Outubro 02, 2008

Agridoce

Deixa cá escrever algo belo... não da para isso, dá só para escrever algo. Algo com verdade mas não toda, sério mas na boa, que não fira susceptibilidades mas as arranhe, pelo menos. Algo triste, austero, profundo, comovente e revoltante! Mas que cinco minutos depois dê para esquecer, ou não... :


Nem tudo o que parece é...

Segunda-feira, Julho 14, 2008

Michael Jackson

Karate Kid:

Evil eyes baby:

Gravity Child:

The Small Fantastic Four:

Sexta-feira, Maio 02, 2008

Uma lição de história

Viveram-se grandes tempos em que o grande ‘rockstar’ Ozzy Osbourne subia a palcos do mundo acenando para o público com o gesto de ‘paz e amor’, viviam-se pois os anos 70. Black Sabbath estavam em palco. Grandes músicas, grandes concertos, grandes tempos se viveram nessa altura! O mundo, pura e simplesmente parava de rodar. Ainda hoje pára sempre que os oiço no meu walkman.

Em 1979 Osbourne foi convidado a sair da banda. Era o fim dos Black Sabbath, toda a gente o comentava. Ouviam-se rumores sobre um substituto. Um tal de Dio mas substituto não é a mesma coisa! Sabe-se que este Dio, Ronnie James Dio, pertencera a uma banda chamada Elf e que, em tempos, Dio com a sua banda, Elf, abriram um concerto de Deep Purple e mais tarde juntamente com alguns membros de Deep Purple formaram os Rainbow. Pouco mais se sabia naquela altura, hoje vocês têm a internet. Enfim!

Dio entra para os Black Sabbath, heavy metal, e o que é facto é que até impressionou e bastante. Dizia-se que chegava a ser melhor que o Osbourne mesmo. Pessoalmente eu sempre o achei. Continuando, entrou para os Black Sabbath e não querendo imitar Osbourne não podia subir ao palco e usar o seu gesto de ‘paz e amor’, não estava certo. Pensou e pensou e conta-se que, na terra da avó dele, quando encaravam a avó com mau-olhado a avó lhes devolvia o mau-olhado com um gesto. Gesto esse diferente dos que toda a gente via na altura. Dio gostou tanto do gesto que o adoptou e lhe deu a sua própria interpretação. Assim, subiu a palcos do mundo com os Black Sabbath, fez o seu gesto, hoje em dia o gesto do heavy metal, do metal e talvez ainda do rock e assim se imortalizou para sempre. Pela musica e pelo gesto.

Black Sabbath voltaram a fazer parar o mundo, ainda hoje o fazem, quando os oiço no meu walkman…

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Sexta-feira, Abril 18, 2008

subterrâneos

Quão fantástico se pode tornar um passeio boémio, uma ida às compras, uma incursão a um espetáculo artístico, se incluir o capítulo do estacionamento num parque subterrâneo.
Tudo começa com o acesso ao mesmo por uma rampa, que nos engole a viatura de modo mais ou menos elegante, consoante (vogal) a tortuosidade e a proximidade das paredes e do tecto que se agigantam e abraçam a carripana. Segue-se o dilema de optar por uma ou por outra cancela de acesso ao parque, havendo as variáveis de acesso a diversos níveis do subterraneo, de via verde e afins. Prime-se o botão com a luz que pisca, ouve-se o "bem vindo espero que passe muitas horas cá dentro para nos largar algumas moedas", tem-se a esperança de que a cancela articulada não tenha quaisquer instintos veículocidas e nos agrida furiosa e repetidamente no capot e tecto do automovel enquanto deixamos o carro ir abaixo e ou aceleramos sem mudança engatada até ao apagar do motor (eufemismo para MORTE) por laceração fatal dos cabos da bateria, faz-se slalom para evitar as pessoas que pululam no meio do acesso de Moria (Barad Dur, caros tolkianos) e estaciona-se o bólide após algumas trocas de sinais de luzes, piropos e manguitos com outros alegres condutores (ah fangios que estacionam no local que vagou após termos aguardado pacientemente que a senhora grávida de 8 meses sentasse os dois filhos de 3 e 4 anos de idade nas cadeirinhas, arrumasse as compras, dado um retoquezito no baton e no rimel, 2 pares de berros e 3 de estalos aos putos, atendesse o telefonema da amiga enquanto procurava o cd da norah jones para meter a bombar no rádio e o dvd do shrek para calar os putos, e se decidisse a arrancar). Tranca-se o carro, dizemos a dois prezados condutores que não, não estamos a sair, e vai-se à vida.
Na volta, paga-se o parque nas máquinas automáticas (que por si só poderão ser outra história), e... Cereja no topo do bolo!! Tentamos lembrar-nos de onde raio teremos deixado o carro!! Terá sido no parque do golfinho roxo, ou no piso do albatroz amarelo?? Não, foi mesmo na zona do pinguim verde!!
Eu até achava piada às pessoas que vagueavam nos estacionamentos subterrâneos, com o olhar fixo no infinito, paravam com as mão nas ancas ou a coçar a cabeça, careca ou cabeleira, bem como afagando o queixo ou limpando as fossas nasais.. Até ao dia em me esqueci que estacionei no grilo vermelho..

PS- já são 4 da manhã eih, bem bom..