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quarta-feira, julho 14, 2010

Alive!!

Então "cávai":

Do optimus alive 2010, na realidade, só ouvi com atenção o concerto de Pearl Jam. No entanto devo assinalar as boas impressões que me ficaram de Gomez, um som alternativo com umas gandas guitarradas, e Gogol Bordello, punkalhadas com acordeão!!

Quanto ao concerto mais esperado da noite, pelo menos para mim, numa palavra: diferente. Agora, será "diferente" sinónimo de um mau concerto? NÃO, nada disso, antes pelo contrário e afins. Foi uma set-list no mínimo alternativa... Apesar de já não vibrar o que vibrava com a banda do eddie e seus muchachos, tenho que reconhecer que eles estão cada vez com mais qualidade. "Ai, a voz do Vedder já não é o que era!", concordo, mas o homem tá a cantar melhor, "Ai, o McCready já n faz os solos que fazia!" também verdade, mas são mil vezes melhor; os solos da "Alive" e da "Evenflow" foram de pôr os pelinhos do cu a bater palmas!! "Foi assim tão bom??" Naahh! Faltaram as, para mim, sempre fundamentais, "Corduroy" "Evolution", "Rearviewmirror" e "State of Love and Trust" (Eddie, um concerto sem a Corduroy?!?!?!!? shame on you!!!) De resto, sempre bem na "Given to Fly", borrou-se todo mas chegou lá acima na "Glorified G", arrepiante a "Better Man", e "Black" com direito a "we bellong together!!" (esta é só para os verdadeiros fãs perceberem, não os fãs da "just breath"...),mas uma nota para o futuro, se algum elemento da banda tiver a ler, não acabem com a "Yellow Ledbetter", o concerto tinha acabado tão bem com a "Alive"...

Resumindo: Foi porreiro, não deixei de me sentir com 13 anos a vibrar enquanto ouvia as k7's de concertos de PJ, mas, contudo, fiquei com uma sensação de "falta aqui qualquer coisa", sensação que não tive à cerca de 4 anos atrás quando os vi no Pavilhão Atlântico, provavelmente porque foram dois concertos e de 30 musicas cada...


PS: As gémeas dos morangos com açúcar (aquelas muito más actrizes de uns tempos atrás) estavam bem perto de mim no concerto, e a certa altura puseram-se nos ombros de alguém, cada uma com o seu "burro", e decorrente disso, exibiram os respectivos "regos".

terça-feira, julho 13, 2010

Optimus Alive 2010 - dia 9

Neste post não há humor nem reflexão. Há gabarolice. E alguma crítica muito parcial. Em primeiro lugar, a gabarolice explícita: eu fui ver Deftones ao Optimus Alive 2010! Quanto à crítica enviesada, arrisco-me a dizer que foi o melhor concerto do festival, até porque foi o único que pode contar comigo na plateia (mais gabarolice). Lembro-me perfeitamente de me virar constantemente para os meus companheiros de mosh e dizer coisas do género "brutal!", "os gajos vieram para partir esta m***a toda!", "a voz do Chino (Moreno) está espectacular, melhor do que nunca!", "acto sexual que estes gajos estão a tocar pa orgão sexual masculino!" e outras coisas acabadas em "!". Entretanto vi o vídeo (disponibilizado pela Sic Radical) das primeiras cinco músicas do concerto... Conclusões: afinal a voz do Chino Moreno está ainda mais esganiçada do que antes; o guitarrista mandou um prego descomunal no início da "My Own Summer"; os Deftones estão por aí, bem vivos e continuam a fazer música boa e personalizada; não sei se estão melhores do que nunca, mas não estão nada mal; Sérgio Vega, o baixista substituto (que, por razões óbvias, espero que não fique na banda por muito tempo), está ainda melhor do que quando andava pelos Quicksand; o baterista Abe Cunningham é uma máquina criativa, requintada e anti-cliché, como se pode ver aqui, aqui e/ou aqui (atenção aos detalhes, às coisas que quase não se ouvem, à precisão e controlo, às variações de tempo e ...); parti os óculos no mosh, mas felizmente consegui repará-los; o concerto foi efectivamente brutal, mas moderadamente curto; os gajos vieram para rebentar com o público do Alive e, acho eu, receberam uma boa réplica da parte do mesmo; fico à espera do próximo concerto, desta vez em palco próprio e com Mastodon a abrir (ou a fechar, é igual).
Relativamente ao resto do dia, Mão Morta deram um bom concerto num fim de dia cheio de luz, enquanto num dos palcos menores tocavam os PAUS (...), uma banda jeitosa, composta por pessoal dos Linda Martini (o baterista), Riding Pânico/If Lucy Fell (baixista e teclista) e onde o ex-vocalista de Vicious Five toca bateria (repararam que há dois bateristas? E tocam numa bateria siamesa). A ver.
De Manic Street Preachers (MSP) não posso dizer grande coisa porque não ; não posso é deixar de dizer que quando os Gossip começaram a tocar no palco secundário (ainda os MSP estavam a meio da actuação) houve um movimento descontrolado de pitas Morangas, cromos de Cascais e gente normal do palco principal para o supramencionado (pimbas!) palco secundário (banda da moda + festival da moda = isto). Arrisco-me a dizer (como muitos outros rebeldes fizeram!) que os Gossip tiverem uma assistência mais do que digna do palco principal. Eu achei aborrecido, mas também não ouvi muita coisa.
Finalmente, Skunk Anansie. Confesso que até tinha interesse em ver o concerto, mas ao fim de quatro músicas tive que abandonar a frente de ataque porque a seca era grande e a dor de pernas e costas maior (a idade não perdoa). Acho que fiz bem.
E por aqui me fico. Se alguma das três pessoas que ainda lê este blog foi lá neste dia, chute, estou curioso para ouvir outras opiniões.

P.S.: Colegas Palavreiros e Alivers, incito-os a fazer critica aos restantes dias, caso tenham ido a algum (eu sei que sim :). Sem pressão!