Neste
post não há humor nem reflexão. Há gabarolice. E alguma crítica muito parcial. Em primeiro lugar, a gabarolice explícita: eu fui ver
Deftones ao
Optimus Alive 2010! Quanto à crítica enviesada, arrisco-me a dizer que foi o melhor concerto do festival, até porque foi o único que pode contar comigo na plateia (mais gabarolice). Lembro-me perfeitamente de me virar constantemente para os meus companheiros de
mosh e dizer coisas do género "brutal!", "os gajos vieram para partir esta m***a toda!", "a voz do Chino (Moreno) está
espectacular, melhor do que nunca!", "acto sexual que estes gajos estão a tocar
pa orgão sexual masculino!" e outras coisas acabadas em "!". Entretanto
vi o vídeo (
disponibilizado pela Sic Radical) das primeiras cinco músicas do concerto... Conclusões: afinal a voz do Chino Moreno está ainda mais esganiçada do que antes; o guitarrista mandou um prego descomunal no início da "
My Own Summer"; os
Deftones estão por aí, bem vivos e continuam a fazer música boa e
personalizada; não sei se estão melhores do que nunca, mas não estão nada mal; Sérgio
Vega, o baixista substituto (que,
por razões óbvias, espero que não fique na banda por muito tempo), está ainda melhor do que quando andava pelos
Quicksand; o baterista
Abe Cunningham é uma máquina criativa, requintada e anti-cliché, como se pode ver
aqui,
aqui e/ou
aqui (atenção aos detalhes, às coisas que quase não se ouvem, à precisão e controlo, às variações de tempo e ...); parti os óculos no
mosh, mas felizmente consegui repará-los; o concerto foi efectivamente brutal, mas moderadamente curto; os gajos vieram para rebentar com o público do
Alive e, acho eu, receberam uma boa réplica da parte do mesmo; fico à espera do próximo concerto, desta vez em palco próprio e com
Mastodon a abrir (ou a fechar, é igual).
Relativamente ao resto do dia,
Mão Morta deram um bom concerto num fim de dia cheio de luz, enquanto num dos palcos menores tocavam os
PAUS (...), uma banda jeitosa, composta por pessoal dos Linda
Martini (o baterista),
Riding Pânico/
If Lucy Fell (baixista e teclista) e onde o ex-vocalista de
Vicious Five toca bateria (repararam que há dois bateristas? E tocam numa
bateria siamesa). A ver.
De
Manic Street Preachers (MSP) não posso dizer grande coisa porque não
ví; não posso é deixar de dizer que quando os
Gossip começaram a tocar no palco secundário (ainda os MSP estavam a meio da actuação) houve um movimento descontrolado de
pitas Morangas, cromos de Cascais e gente normal do palco principal para o
supramencionado (
pimbas!) palco secundário (banda da moda + festival da moda = isto). Arrisco-me a dizer (como muitos outros rebeldes fizeram!) que os
Gossip tiverem uma assistência mais do que digna do palco principal. Eu achei aborrecido, mas também não ouvi muita coisa.
Finalmente,
Skunk Anansie. Confesso que até tinha interesse em ver o concerto, mas ao fim de quatro músicas tive que abandonar a frente de ataque porque a seca era grande e a dor de pernas e costas maior (a idade não perdoa). Acho que fiz bem.
E por aqui me fico. Se alguma das três pessoas que ainda lê este blog foi lá neste dia, chute, estou curioso para ouvir outras opiniões.
P.S.: Colegas
Palavreiros e
Alivers, incito-os a fazer critica aos restantes dias, caso tenham ido a algum (eu sei que sim :). Sem pressão!